Roadtrip pelo Centro-Oeste: Pirenópolis e o empadão goiano

Vamos ser sinceras: não dá para conhecer Pirenópolis em apenas um dia. No primeiro post sobre essa viagem incrível, falei que passar por lá era um pequeno desvio do percurso entre Goiânia para Goianésia, então tínhamos apenas algumas horas para aproveitar. A cidade fica a uns 120 km da capital do Goiás e é conhecida pelas suas várias cachoeiras, então queríamos conhecer algumas delas. Nosso primeiro passo foi, então, procurarmos alguma agência para entendermos como funcionava o processo.

Já expliquei uma vez: as cachoeiras normalmente estão em propriedades privadas, então você precisa pagar para entrar nelas. Em cada propriedade existem cachoeiras, piscinas naturais, lagoas, etc, e você paga um valor único para explorar tudo isso. O que significa que o melhor é você tirar o dia para aproveitar bem, já que é preciso pegar trilhas para acessar algumas atrações. Como nós não tínhamos o dia inteiro, escolhemos a que todo mundo fazia propaganda – a tal da cachoeira do Paraíso.

Mas antes, o empadão

Antes da cachoeira nós queríamos almoçar. Assim que entramos na cidade, vimos vários estabelecimentos com placas anunciando o tal do empadão goiano. Lembrei de ter visto um programa da Bel Coelho onde ela apresentava essa iguaria local que me parecia ser uma torta de frango com um boost. Eu gosto de tortas de frango, então o cardápio parecia já estar definido.

Pirenópolis_GO_2

Primeiro, descemos a rua de paralelepípedo atrás de restaurantes, mas logo concluímos que a melhor saída para experimentarmos o tal EMPADÃO seria irmos em uma das lanchonetes/botecos/restaurantes simprões que a gente tinha visto pelo caminho. Elegemos o mais próximo (porque a fome era grande e o calor também) e entramos.

Em uma pesquisa rápida, descobre-se que o empadão goiano não tem uma receita definida: a carna principal é o frango, mas usa-se também a de porco. No que comemos, tinha linguiça, batata, pão, alguns vegetais e a tal da guariroba. Quando fizemos o pedido, o senhor que nos atendia nos perguntou se queríamos com ou sem guariroba. Quando respondemos que não sabíamos o que era guariroba, ele nos aconselhou veementemente pedirmos sem. Só que a guariroba estava lá, sim, e fez toda a diferença (pra melhor).

A guariroba é uma espécie de palmito de sabor amargo e que é usado em várias receitas da região. Também pode atender pelos nomes de gueiroba, gueroba e gairoba – nosso anfitrião fazia uma mistura de todos.

O empadão goiano serve facilmente como uma refeição. O nosso era bem grande, tanto que dividimos entre as duas, e estava molhadinho com o molho feito do caldo de frango. Foi uma das coisas mais gostosas que comi nessa viagem toda, não tenho dúvidas.

Partindo para as cachoeiras

Lá no começo do texto nós tínhamos parado em uma agência, mas não é necessário parar em uma para visitar as atrações – diferente, por exemplo, de Bonito, mas isso fica para outra hora. Se você tem um carro e não se importa em andar na terra, basta arrumar um mapa e ir para o lugar onde você escolheu. E desde o primeiro dia nós descobrimos que saber para onde você vai antes de cair na estrada é deveras importante, porque internet é algo escasso nessa região. Na própria Pirenópolis o sinal é bem ruim, e ainda pior na estrada. Mas tínhamos um mapa e tínhamos um wi-fi de um café onde paramos para comer um bolo de cenoura incrível, então estávamos mais tranquilas.

Nossa escolha de cachoeira, além de toda a propaganda, foi também porque a Paraíso ficava já para o lado de Goianésia, então conseguiríamos chegar no nosso destino ainda de dia. Ao longo da estradinha existem várias placas para a queda d’água, e você sabe exatamente onde virar por causa de um grande letreiro onde se lê PARAÍSO. Sério.

Caso você não se lembre do texto passado, a cachoeira do Paraíso foi uma grande decepção. Era pequena e com pouca água, muito provavelmente por causa da época de seca. No mesmo terreno existem várias outras, entre elas a do Lobo, que parece muito mais promissora, mas o tempo era escasso, então desistimos. Ainda tentamos ir para outra ali perto, a cachoeira do Rosário, mas era a mesma coisa: a trilha para chegar até ela era longa, o preço era alto (45 reais) e faltava pouco tempo para ela fechar. Então entramos no carro e dirigimos até Goianésia.

Pirenópolis

A gente não ficou hospedada em Piri, mas aqui nesse link você encontra vários lugares para ficar. Dedique alguns dias para explorá-la e visitar as cachoeiras, certeza que você vai aproveitar mais que a gente 🙂

Escrito por

Carioca apaulistada, jornalista, 26 anos. Gosta de escrever, viajar e um monte de outras coisas que não caberia nessa descrição.

Um comentário em “Roadtrip pelo Centro-Oeste: Pirenópolis e o empadão goiano

Deixe um comentário

Preencha os seus dados abaixo ou clique em um ícone para log in:

Logotipo do WordPress.com

Você está comentando utilizando sua conta WordPress.com. Sair / Alterar )

Imagem do Twitter

Você está comentando utilizando sua conta Twitter. Sair / Alterar )

Foto do Facebook

Você está comentando utilizando sua conta Facebook. Sair / Alterar )

Foto do Google+

Você está comentando utilizando sua conta Google+. Sair / Alterar )

Conectando a %s