Roadtrip pelo Centro-Oeste: parte 1

Talvez você não saiba, leitor fiel desse blog, porque eu sou uma péssima blogueira e nem fiz um TEASER nesse espaço, mas agora em agosto, eu e mamãe botamos o pé na estrada e partimos para uma aventura: uma roadtrip incrível pelo Centro-Oeste. A escolha não foi aleatória: fomos acompanhar o Rally dos Sertões, maior prova de rali do Brasil. Por quê? Porque meu pai é um dos competidores já há 17 anos e seguir essa prova era um dos nossos maiores sonhos de viajantes!

Goiânia: uma velha conhecida 

Caso você não esteja familiarizado com o Rally dos Sertões, deixe-me explicar: essa prova originalmente saía de São Paulo e ia em direção a Fortaleza, cruzando o sertão – daí o nome. Uns dez anos depois, a largada foi transferida para Goiânia e já faz umas edições que a chegada é em um lugar mais randômico – tipo: Foz do Iguaçu. Goiânia já é uma velha amiga da família e umas duas ou três vezes nós fomos até lá de carro, normalmente para voltarmos logo depois que os competidores partiam para outra cidade. No ano passado, fomos um pouco mais além: saímos de Goiânia e fomos até Padre Bernardo, segunda cidade do roteiro do rali. A ideia de transformar o sonho em realidade logo esse ano foi estratégica: a prova terminaria em Bonito, e ninguém diz não para uma viagem pra Bonito, né? Então esse era o nosso destino final!

Primeira parte: de São Paulo a Goiânia

Um pouco mais de 900 km ligam São Paulo a Goiânia. Para esse ano, repetimos o que fizemos no ano passado: uma parada estratégica em Uberaba, que marca, também, o meio da viagem. Também serve para se preparar para as estradas de Minas Gerais que são campeãs no aspecto ESTRADA RUIM. Para vocês terem ideia, em certo momento do trajeto nós pegamos uma estrada de terra paralela à rodovia porque ela estava em melhores condições que o asfalto. Sim, é ruim nesse nível.

Rodoviária_Tupaciguara_MG
Entrando em Minas (e pelo resto da viagem até o MS), paradas nas estradas são super escassas (e perigosas). Por isso, acabamos transformando a rodoviária de Tupaciguara, quase na divisa entre MG e GO, no nosso QG para banheiro no caminho pra Goiânia

Hotéis para ficar em Uberaba: se você estiver procurando algo mais perto da estrada, recomendo o Dan Inn. Mas caso você queira passar umas horinhas batendo perna na cidade, o Tamareiras Park Hotel é uma boa pedida.

Hotéis em Goiânia: fiquei por muitos anos no Comfort Suítes Flamboyant, que tem uma piscina gostosa e uma localização que eu considero boa – de frente para o shopping Flamboyant. De uns tempos pra cá, temos ficado no Go Inn Estação. Ele se localiza dentro do shopping Estação, é mais barato, o café da manhã é gostoso e os quartos são ok. Segundo mamãe, ele não está tão limpo quanto hoje, mas eu não vi muito diferença.

Pirenópolis e Goianésia

Pirenópolis

O roteiro do rali ia de Goiânia a Goianésia, mas decidimos fazer um pitstop em Pirenópolis. A cidade fica a 130 km da capital do Goiás e a 81 km de Goianésia, um pequeno desvio. Chegamos pelo horário do almoço, visitamos uma agência de turismo para descobrirmos qual é o esquema das cachoeiras, comemos um empadão goiano, demos uma voltinha no centro (ênfase para o INHA) e partimos para a estrada.

Pirenópolis_empadão_GO
Pra onde você olha tem lugar pra comer empadão goiano, uma iguaria maravilhosa. Mas se atenha aos lugares mais simprão, tipo boteco ou restaurante de PF. Nossa escolha foi puramente geográfica (estava calor, estávamos com sede e com fome. Fomos no mais perto do carro)

Nos recomendaram a cachoeira do Paraíso e foi essa a nossa escolha. Pegamos a estrada, pagamos os 30 reais para entrarmos no local e FUÉN: a tal da cachoeira estava mais para uma quedinha d’água com uma piscininha embaixo – que estava lotada de gente, música alta, etc, etc. Talvez fosse a época mais seca, mas nos decepcionamos bastante. Para você entender: as cachoeiras são localizadas em propriedade privada e normalmente não é só uma queda: tem piscinas naturais, outras cachoeiras, etc, etc. Na que fomos, tinha uma maior, mas a caminhada até ela não era rápida e tínhamos pouco tempo. Então decidimos ficar numa piscina natural (cuja água era geladérrima), pegamos o carro e partimos para Goianésia.

Hotel em Goianésia: se por um acaso você for parar lá, o Hotel Fazenda Pousada da Terra é uma boa pedida. As acomodações são simples, mas a vista da janela dos quartos é linda. Ele fica na estrada, a quatro quilômetros do centro.

Goianésia_GO

Onde comer: comida foi um dos nossos menores gastos nessa viagem. Não só porque comemos várias vezes no acampamento do rali, mas também porque as refeições nessas cidades são absurdamente baratas (em comparação aos preços exorbitantes praticados em São Paulo). Em Goianésia, pedimos hambúrgueres e bebidas para duas pessoas e o valor da conta foi de 25 reais – a média de um sanduíche em uma hamburgueria gourmet paulista.

x-lanches_Goianésia_GO
Na X-lanches, todos os sanduíches vinham com batata palha. TODOS. Infelizmente eu me confundi nas várias opções do cardápio e acabei pedindo um sem hambúrguer, mas ele estava 10/10 do mesmo jeito

 

 

 

 

Escrito por

Carioca apaulistada, jornalista, 26 anos. Gosta de escrever, viajar e um monte de outras coisas que não caberia nessa descrição.

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