Por que não levar uma mala gigante (e de rodinhas!) praquele mochilão de um mês

Há alguns anos eu me joguei em uma viagem de três semanas por três países da Europa – Inglaterra, Escócia e Irlanda. Seria a minha primeira vez na Europa, a minha primeira vez em um mochilão, a minha primeira viagem de trem, minha primeira estadia em albergue, minha primeira de muitas coisas.

Eu viajaria no final de março/começo de abril, ou seja: fim do inverno, começo de primavera, frio, muito frio. Obviamente, fiz o que qualquer pessoa sensata faria: peguei a maior mala que tinha em casa, coloquei uns três casacões, jaqueta, várias calças, várias brusinhas, vários tudo. Lotei aquela mala gigantesca. Fiquei orgulhosíssima porque eu estava cobrindo uma das regras de ouro das malas de viagem que é LEVE SEMPRE UMA ROUPINHA PARA OCASIÕES DE EMERGÊNCIA. Não que eu tivesse um vestido de baile caso fosse chamada para uma festa no palácio de Buckingham, mas tinha roupinha mais de sair, mais de passear, mais de tudo.

Acontece que eu fiquei em albergue que não tinha elevador, que eu precisei caminhar milhas e milhas arrastando aquela mala, que eu aprendi que a pia do banheiro pode ser sua melhor amiga pra lavar umas roupinhas, que tinha lavanderia em Edimburgo. Acontece que eu não precisava passar o perrengue de arrastar aquela mala pra cima e pra baixo.

O tamanho talvez nem tenha sido a pior parte. O que matava realmente era arrastar aquela jamanta por ruas e ruas, fazer bolhas nas mãos, subir escadas. Porque malas de rodinhas são péssimas quando você precisa subir escadas.

Aí eu comprei um mochilão e vou falar sobre isso em outro post, mas já queria adiantar que: depois de tanto perrengue, colocar minha mochila nas costas, mesmo que pesada, e poder caminhar mais livremente, foi um alívio gigante. Mala de rodinha, tô fora, pego minha bike e vou embora. Hoje em dia eu sou seguidora do deus mochilão, sim, e sempre tento catequizar quem vem me pedir conselho, RYZOS! Foram viagens e mais viagens de traumas acumulados, bolhas, elevadores quebrados e mala presa no metrô. Se você quer um mochilão roots, não quer pegar táxis e ficar em hotéis mais arrumadinhos, venha para o lado bom da força. Você não vai se arrepender (ou talvez vá, faz parte do processo, aí é só procurar outra alternativa).

mala
Sim, a mala era grande desse jeito

(As malas de rodinhas foram tema do primeiro post EVER do blog e acabou se perdendo. O tempo passou e eu sigo xingando aqueles dias em que eu arrastava uma mala para cima e para baixo)

Escrito por

Carioca apaulistada, jornalista, 26 anos. Gosta de escrever, viajar e um monte de outras coisas que não caberia nessa descrição.

Deixe um comentário

Preencha os seus dados abaixo ou clique em um ícone para log in:

Logotipo do WordPress.com

Você está comentando utilizando sua conta WordPress.com. Sair /  Alterar )

Foto do Google+

Você está comentando utilizando sua conta Google+. Sair /  Alterar )

Imagem do Twitter

Você está comentando utilizando sua conta Twitter. Sair /  Alterar )

Foto do Facebook

Você está comentando utilizando sua conta Facebook. Sair /  Alterar )

Conectando a %s