Saindo do centro de Paraty: praia do Jabaquara

Minha relação com Paraty é antiga: fui para lá com a escola há uns vinte anos e há um tempo passei a visitar a cidade com mais frequência.

Uma dessas visitas foi no ano novo de 2012 pra 2013, já até rolou post sobre essa viagem por aqui. Nessa viagem, passamos o último dia na praia do Jabaquara, que fica a um pouco mais de um quilômetro do centro. Tirando a praia do Pontal, que é onde a Tenda dos Autores da Flip costumava ficar, eu nunca tinha frequentado nenhuma praia da cidade. Era sempre pegar o carro ou barco e passear pela baía de Paraty.

Pois naquele dia, colocamos nossas bolsas de praia nos ombros e fomos andando até Jabaquara. Eu não sei se era falta de sono, afinal, tínhamos ficado acordadas até às 4 da manhã festejando o ano novo, mas o fato é que pareceu que a gente levou um tempo infinito para chegar até a tal praia. O caminho é subida e descida, você anda pelo meio da rua, é mata pelos dois lados. Naquela ocasião, achei a praia sem graça, talvez também porque fosse dia primeiro e nada tava aberto, talvez porque o dia não estava lá tão bonito.

Desde esse dia, sempre maldisse a tal praia. Quatro anos depois, quis o destino que eu cruzasse a avenida Jabaquara com a família para uma pousada no fim da praia. Passaríamos duas noites na cidade e nossa hospedagem ficava no final da orla – chamava Pousada Fruto da Terra. O caminho me surpreendeu: tinha restaurante, pizzaria, vários hotéis e pousadas e até um boteco que mamãe logo disse que seria perfeito para mim e para os meus amigos – chamava bar do Japonês, se eu não me engano, e tinha até um cachorro para fazer companhia. Mamãe estava certa.

Pode ser que fosse, mesmo, o dia primeiro de janeiro, ou talvez a região tenha crescido nesses quatro anos, mas parecia que eu tinha subestimado a praia do Jabaquara.

pra_jabaquara_site oficial de Paraty
fonte: paraty.com.br

Naquele primeira noite, jantamos no Sereia do Mar, um pizza bar/hostel com clima agradável, mas atendimento nem tanto. A rua tinha movimento e a noite estava agradável.

Restaurante La Luna: amor verdadeiro, amor eterno

Não ficamos na praia do Jabaquara. No dia seguimos, fomos fazer o tradicional passeio de barco pela baía, porque eu não sei ir pra Paraty e não fazer um passeio de barco. Não foi um fim de semana bonito. Os dias estavam nublados, chovia, fazia frio. Mas o passeio de barco é sagrado.

passeio de escuna_estrela da manhã_Paraty
THIS IS SPARTA e a gente não liga pro frio e pra chuva e pro mau tempo

Findado o passeio, voltamos para a pousada, fomos (eu fui, pelo menos, haha) nada na pequena piscina e ficar de boa enquanto chovia canivetes naquela cidade.

A ideia original era descermos para o centro e talvez comermos no tal Banana da Terra, já que era aniversário de mamãe. Em todas as minhas vezes em Paraty, acabou que eu nunca pisei naquele restaurante, principalmente porque o preço não é lá muito convidativo.

Mas não fomos pro Banana da Terra. Como estava chovendo, desistimos de ir até o centro e arriscar quebrar a cabeça naquelas pedras lisas. Tínhamos passado por um restaurante na praia que parecia bacana, então optamos por jantar lá.

O La Luna fica na beira da praia, literalmente na beira da praia, basicamente um quiosque grandão. O serviço é meio atrapalhado (vieram nos entregar caipirinha da outra mesa TRÊS vezes), mas o ambiente é lindo. Ah, tem goteira. Eu sei que não advoga a favor do restaurante, mas ele realmente tem muita goteira. Mas estávamos de boa, então só rimos. Mas esteja avisada.

O que importa mesmo é a comida. Porque a comida, senhoras e senhores, é a coisa mais maravilhosa do mundo. Eles têm uma pegada argentina, então carne é um ponto importante do cardápio, mas os peixes também são incríveis. Eles usam apenas pescados locais, então é tudo fresquinho. Eu pedi o asiático, com batata, um molho de camarão e várias outras coisinhas e foi uma das refeições mais deliciosas que comi nos últimos tempos.

Peixe asiático_La Luna_praia do Jabaquara
Tem peixe, tem arroz, tem um abacaxi grelhado, tem camarão. É tudo tão maravilhoso que a batata de acompanhamento até foi deixada de escanteio.

Não é o restaurante mais barato da cidade, embora não tenha os preços praticados pelo Banana da Terra. O ambiente é bem tranquilo, até porque ele é fora do burburinho do centrinho. Eu me apaixonei. ❤

E como fica a situação no mochileiro que quer se hospedar na praia do Jabaquara?

Como eu falei lá em cima, a praia do Jabaquara fica a mais de um quilômetro do centro e fazer o caminho a pé pode ser meio puxado – principalmente se for de noite.

Ali na região tem vários hostel, inclusive um que me chamou bem a atenção enquanto eu procurava hospedagem para a Flip: é o Canguru Hostel. O preço dele estava bem mais barato que os outros e parecia ser um ambiente bem agradável, clima de albergue com gente boa pra interagir, sabe? E ele aluga bicicleta, o que me parece ser a melhor solução para quem quiser ficar nesse região e estiver a pé. Infelizmente minha habilidade com bicicleta não é lá grandes coisas, então não seria uma opção boa para mim, haha.

Mas ficar por ali pode ser a sua chance de explorar Paraty fora do centro histórico. Dá até para juntar uma galera no albergue e tomar umas cervejas no provável bar do Japonês.


A praia do Jabaquara é conhecida por seu fundo lodoso. No carnaval tem até bloco com a galera suja de lama! A praia também tem barracas para andar de caiaque e é calminha, calminha. E é cheia de conchinha.

Antes que eu e minha família fôssemos embora, paramos para catar umas conchinhas ali na altura do La Luna. Deu até para molhar os pés na água.

Concha_praia do Jabaquara


Serviço:

Pousada Fruto da Terra – é uma pousada pequena, das muitas que existem na cidade. A decoração faz referência ao centro da cidade e ela dá de cara com a Serra da Bocaína. Ou seja: é mata para todo lado! O café da manhã é gostosinho e dá para pedir pra fazer tapioca <3. Não se assuste: ela é quase no fim da praia, mesmo.

Rua Visconde do Rio Branco, 44 – Jabaquara

Restaurante La Luna – um dos melhores peixes que eu já comi. Nem o staff meio atrapalhado incomoda de tão boa que é a comida. 

Avenida Jabaquara, quisque 10. De terça a sábado funciona das 11h às 23h. aos domingos abre só para o almoço e aos sábados, só para o jantar.

Escuna Estrela da Manhã – no cais tem várias escunas, mas parece que agora você precisa comprar o ingressos nas próprias empresas e só então seguir pra lá. Tem até catraca! A gente costuma ir no Estrela da Manhã, mas não sei se é muito diferente dos outros.

A loja fica na avenida Roberto Silveira, 31 – Centro

 

 

Escrito por

Carioca apaulistada, jornalista, 26 anos. Gosta de escrever, viajar e um monte de outras coisas que não caberia nessa descrição.

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