O que eu aprendi com a minha primeira Flip

Ano passado, estive pela primeira vez na Festa Literária Internacional de Paraty, a Flip. Foi a realização de um sonho antigo que todo ano era adiado porque sempre falavam que essa viagem era muito cara. Aí que ano passado resolvi pesquisar, fiz as contas aqui e não me pareceu a coisa mais absurda do mundo, não. É um programa baratíssimo? Não. Mas dá para ir em um esquema modesto e aproveitar bem. Principalmente se você não cometer os erros que eu cometi. Saí ano passado com uma listinha de O QUE NÃO FAZER para a viagem sair mais barata e vou me apegar a ela na Flip de julho! Se você está querendo ir pro evento também, tenho umas dicas para te dar:

Reserve seu albergue com antecedência

No ano passado eu reservei minha caminha vários meses antes. Umas semanas depois, pensei em ficar mais um dia e fui ver se dava para estender minha reserva. Surpresa: o preço da cama no quarto para dez estava DUZENTOS reais. D-U-Z-E-N-T-O-S. Levando e conta que os preços já aumentaram naturalmente de 2016 pra cá, periga cobrarem mais de 250 pela cama agora. Eu não sei você, mas eu acho um pouco absurdo.

Não compre entrada para todas as palestras que você quer ver

A Tenda dos Autores é onde acontecem todas as mesas e palestras e encontros com autores da Flip. E são vários eventos por dia. Ano passado, comprei pra todos os que eu queria ver, de forma que meus dias estavam quase todos tomados. Chegando em Paraty, não só descobri que existe um telão do lado de fora da tenda (e com distribuição de aparelhos para tradução simultânea) mas que também existem diversos outros eventos acontecendo pela cidade. Ou seja: além de gastar um dinheiro desnecessário para ficar dentro da Tenda dos Autores, também acabei perdendo várias outras coisas em Paraty porque meus dias estavam todos lotados.

Se você realmente quer planejar com antecedência seus dias durante a Flip, minha sugestão é procurar  os eventos alternativos que acontecem além dos oficiais. Várias casas na cidade reúnem encontros com autores, palestras e outras coisas interessantes. Ano passado, as programações da Casa Folha e do Centro Cultural Sesc estavam bem legais. No site de Paraty tem todas essas informações, vale a pena ficar de olho (eu vou ficar, haha).

Não compre todos os livros

Sem dúvidas, o meu maior gasto durante a Flip foi com livro. A Livraria da Travessa abre  uma tenda gigante a alguns metros da Tenda dos Autores. Assim, quando você sai de uma palestra muito interessante (e a grande maioria das que eu vi eram interessantíssimas), vai direto para a livraria comprar o livro do autor para entrar na fila e receber seu autógrafo. Claro que você acaba comprando outros livros que estavam ali na estante e parecem igualmente interessantes, e quando vai ver, tem tanto livro que nem cabe no mochilão.

Resista, amiga. Resista. Principalmente se você está com um orçamento bem apertado. A tentação é grande, mas pense se você vai conseguir ler tudo isso. Eu sei que eu não consegui – ainda tem vários na lista de espera, além de todos os outros que eu comprei ao longo do ano.

Sério, não se deixe atrair pelas tentações de um livro novo. Se atenha ao orçamento.

Não vá ao Thai Paraty a não ser que você tenha MUITO tempo

Essa não tem nada a ver com grana (embora ele seja caro, então talvez você realmente não deva ir se estiver com o orçamento muito apertado), mas acredite em mim: embora a comida de lá seja muito boa, muito boa MESMO, o atendimento é demoradíssimo. Eu estive lá em duas ocasiões diferentes, com alguns anos de diferença, e a experiência com o atendimento foi exatamente a mesma: foram quase duas horas entre sentar na mesa, fazer o pedido, comer e pagar. Então não aposte nele para um almoço rapidinho. Nada é rapidinho nesse restaurante, nem a chegada do drink.

(Mas a comida é realmente muito boa!)

Quanto à parte de alimentação: é aquilo, né? Em qualquer viagem você tem diferentes opções para diferentes bolsos. Tem o dog atrás da igreja da Matriz que é bem responsa, o famigerado Thai Paraty e outras várias possibilidades. Ano passado, tinha um cara que fazia um sanduíche de cordeiro muito bom por dez reais em frente a uma loja com um labrador, o Chico. Vai de você saber quanto pode gastar nas refeições e se vale a pena investir um pouco mais para alguma ocasião especial!

flip mesa dos autores

Escrito por

Carioca apaulistada, jornalista, 26 anos. Gosta de escrever, viajar e um monte de outras coisas que não caberia nessa descrição.

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