James Blunt

James Blunt_The Afterlove

Eu entendo pouco de cinema, menos ainda de literatura e ainda menos de música. Por isso, me limito a falar sobre o tema no Twitter, porque lá a gente é especialista em tudo, mesmo.  Mas eu queria muito falar sobre o novo álbum do James Blunt, então vou usar todo o meu parco conhecimento no assunto para fazer a análise definitiva de The Afterlove. Risos.

Começa que alguém mais ouve James Blunt hoje em dia? Quando falo sobre ele, meus amigos olham para mim como se eu fosse louca. Ninguém sabe se ele morreu ou foi pra Record. Pois saibam que até show no Brasil esse britânico ex-depressivo realizou nos últimos anos. Pode não ter lotado o Allianz Parque ou o Citibank Hall, mas o salão do clube Juventus, em São Paulo, ficou bem cheio.

Se você é ouvinte de rádios com Alpha FM ou Antena 1, talvez já tenha notado que outras músicas, além da chiclete You’re beautiful, já alcançaram as paradas de mais ou menos sucesso. Talvez você não saiba disso caso ouça outras estações mais ~moderninhas – eu realmente não sei dizer, já que sou ouvinte assídua da Alpha FM.

The Afterlove é seu quinto álbum.

Nos dois primeiros CDs, James manteve a vibe depressiva que marca a famosona You’re Beautiful. Tudo era triste Quando se apresentou no Brasil, em janeiro de 2009, ele subiu no palco bem doidão. Foi um show do caralho bom pra caramba, mas não há dúvidas que ele estava bem loucão.

Quem nunca ficou na dúvida se o cara se suicidava ou não no final do clipe de You’re Beautiful, não é mesmo?

Aí ele lançou Some Kind of Trouble, que tinha uma batida um pouco mais animada e letras mais esperançosas. Eu não sei se foi nesse ou no próximo disco que isso aconteceu, mas o evento CORTE DE CABELO parece ter sido um marco na vida dele. De repente, o look grunge-meio-emo passou para um mais moderninho. E em 2013 surgiu Moon Landing, um negócio já bem diferente de Back to Bedlam, lá no longínquo 2004.

Olhando toda essa felicidade no clipe, não posso deixar de pensar que James Blunt morreu e foi substituído.

Que homem é esse dirigindo uma moto e vestindo uma jaqueta de couro?????

James Blunt pode ter ficado mais solar, mas não deixou de lado a sua pegada autodepreciativa e sarcástica. Ele é britânico, afinal. E aí entra The Afterlove.

Eu sei lá se a crítica adorou o disco ou não – o The Guardian deu duas estrelas, mas eu adorei muito que logo nos primeiros versos da primeira música ele manda a real: JÁ FUI MUITO XINGADO NESSA VIDA, EU SEI, seguido pela melhor frase do álbum inteiro:  Would have said you’re beautiful but I’ve used that line before. OS HATERS QUE ME DESCULPEM MAS EU AMO ESSA FRASE DO FUNDO DO MEU CORAÇÃO. É puro James Blunt. É pura chacota com ele mesmo. É pura referência àquele primeiro sucesso. Eu dei gritinhos quando ouvi pela primeira vez e ainda adoro esse verso quando ouço Love me Better.

O álbum segue com mais várias músicas, tais como Bartender, a minha preferida, Don’t Give Me Those Eyes, minha segunda preferida, e Courtney’s Song, para lembrar do passado depressivo de James.

E aí aparece 2005, que é basicamente uma música sobre You’re Beautiful. Sim, uma música sobre uma música, super metalinguístico. Um caso de amor e ódio: o hit de 2005 levou James Blunt ao sucesso, mas todo mundo também achou a música meio chata depois da 200ª vez que ela tocou no rádio e esqueceu dele. A primeira estrofe é assim:

I woke up this morning
And realized
All I do is apologize
For a song I wrote in 2005
Didn’t come with a warning
But fame is unkind
Put me on top of the world
Couple of girls and then left me behind

Na tradução super livre feita por essa que vos escreve, ele diz: A ÚNICA COISA QUE EU FAÇO NA VIDA É PEDIR DESCULPA POR YOU’RE BEAUTIFUL, NINGUÉM ME AVISOU QUE AS COISAS IAM SER ASSIM, FIQUEI FAMOSO E DEPOIS TODO MUNDO ME ESQUECEU.

E continua:

Sure, let’s take a photograph
You can show it to your friends and laugh
I’ll tell you what I’m doing now
But you don’t really wanna know

“Amigo, eu sei que você vai tirar essa foto comigo só pra mostrar pros seus amigos e rir. Você nem tá a fim de saber o que eu tô fazendo, mas vou falar do mesmo jeito”

O crème de la crème do rancor.

***

Esse texto não existe para ser objetivo. Se você quer objetividade e crítica cheia de análise técnica, vai lá na Rolling Stone (embora eu não tenha achado nada sobre o CD no site) ou no Music On The Run (parece que nem o Fagner falou de Afterlove). Esse texto só está aqui para falar  que depressivo ou mais solar, James Blunt continua fazendo sucesso no meu coração.

E se você quiser ouvir The Afterlove, é só dar play:

https://open.spotify.com/embed?uri=spotify:album:613axulVSXcND6yCjasyt7

Escrito por

Carioca apaulistada, jornalista, 26 anos. Gosta de escrever, viajar e um monte de outras coisas que não caberia nessa descrição.

Deixe um comentário

Preencha os seus dados abaixo ou clique em um ícone para log in:

Logotipo do WordPress.com

Você está comentando utilizando sua conta WordPress.com. Sair /  Alterar )

Foto do Google+

Você está comentando utilizando sua conta Google+. Sair /  Alterar )

Imagem do Twitter

Você está comentando utilizando sua conta Twitter. Sair /  Alterar )

Foto do Facebook

Você está comentando utilizando sua conta Facebook. Sair /  Alterar )

Conectando a %s