Paraty, 2013

Eu não sei em que momento decidimos por Paraty, mas a ideia de passar o ano novo na cidade pareceu absurdamente óbvia. Não teve booking.com nem nada: descolei uma lista com vários hotéis e saí ligando para todos até encontrar um com um preço mais em conta – spoiler: não existe preço mais em conta no ano novo, mesmo em Paraty. Mas o valor da Pousada Santa Rita, localizada no cais, cabia no bolso de nós quatro. Reservamos, colocamos nossas tralhas no porta-malas do Dug, e, nove horas de viagem depois, chegamos.

Trindade foi nossa primeira parada depois de nos instalarmos na pousada, descobrirmos que uma das quatro camas do quarto estava quebrada (e decidirmos que eu seria a sortuda que dormiria nela), comermos uns petisquinhos com caipirinha no centro e dormirmos. Foi a única vez durante a viagem que pegamos o Dug, porque Trindade, apesar de estar dentro de Paraty, é meio longe (e o trânsito para chegar lá na semana de ano novo, minha gente!). A vila de pescadores tem várias praias lindas, muitas delas acessíveis por meio de trilhas. O mar é daquele azul-meio-esverdeado-quase-transparente que te faz querer ficar na praia o resto da vida. Uma pena que, no meu caso, o passeio tenha acabado no posto de saúde da cidade por conta de um espinho gigante que entrou no meu dedão. Dica: talvez levar um sapato fechado para encarar as trilhas não seja uma má ideia.

Uma das coisas que eu mais gosto de fazer quando estou em Paraty é percorrer a baía de Paraty. Você pode fazer isso nadando, claro, caso você seja uma campeã de maratona aquática, mas, no geral, a gente procurar algum serviço de barco. No cais tá cheio de barquinho que faz uns passeios particulares daora por um preço não muito caro caso você esteja em muita gente – porque o valor de algumas horas de passeio sai por algumas centenas de reais e, claro, quanto mais mordomias tiver o barco, mais caro eles cobram. Mas alguns lugares oferecem passeios de barco mais em conta ou na faixa. Contei aqui sobre o Che Lagarto, onde me hospedei quando fui pra Flip e que oferece um passeio mara por R$ 50. E na Pousada Santa Rita a gente tinha direito a um tour pela baía, cortesia de Marcelo, um dos donos, que também tinha um barco (que, se não me engano, chamava Cão Véio).

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Mas também existem as escunas. São várias, e pela manhã elas ficam estacionadas no cais para receber os passageiros. Eu costumo pegar a Estrela da Manhã, e foi nessa que passamos o dia. As escunas costumam parar todas nas mesmas praias, então fica meio manjado depois que você faz esse passeio várias vezes. Mas paradas como a Praia Vermelha (e sua casinha) sempre valem a pena).

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O ano novo em Paraty teve coisas muito particulares. A festa toda aconteceu na Praia do Pontal, depois da ponte, com queima de fogos, etc. Uma das grandes atrações da noite, porém, foi a barreira de pedras que existe ali e que foi palco de altas escaladas por parte das pessoas já meio bebinhas. Presumo que foi nesse momento que meu vestido de renda verde tenha feito um rasgo.

Já mais tarde, foi a vez da cidade inteira ficar sem luz. Sim, exatamente. Um blecaute deixou Paraty inteira escura e nos presenteou com o momento mais bonito da noite: na rua ao lado do hotel passou um grupo de Hare Krishna cantando e dançando. Como não somos bobos nem nada, nos juntamos a eles e seguimos até o gramado em frente à igreja de Santa Rita. Foi bonito? Foi. Foi intenso? Foi. E também foi nesse momento que a família que tínhamos conhecido no passeio de barco de mais cedo achou que nós éramos meio malucos e resolveu se afastar pelo resto da viagem. ¯\_(ツ)_/¯

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No último dia do ano, embarcamos no Cão Véio para passear pela baía. No almoço, Marcelo parou em uma ilha com um restaurante bem gostoso. A caipirinha era uma delícia, o macarrão com frutos do mar, nem se fala. Maior tristeza: não ter anotado o nome do local

Passamos nosso último dia em uma das praias da cidade, a praia do Jabaquara, que nem fica tão perto do centro histórico assim (andamos pra caramba pela estrada para chegar lá). É uma praia mais “local”, utilizada pelos moradores. O fundo é cheio de lodo, mas dá para andar de caiaque!

Entra no Dug no dia seguinte e partimos para uma agradável viagem de quase dez horas.

Serviço: 

Pousada Santa Rita – Rua Santa Rita, 335, próximo à Igreja Santa Rita. Tel: (24) 3371 1579

Escuna Estrela da Manhã – av. Roberto Silveira 31, centro, ou na própria entrada da escuna, no cais. O valor vai de R$ 60 a R$ 70, dependendo da temporada.

Escrito por

Carioca apaulistada, jornalista, 26 anos. Gosta de escrever, viajar e um monte de outras coisas que não caberia nessa descrição.

Um comentário em “Paraty, 2013

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