Na Praça Mauá (ainda) não tem sombra

Olhando do mirante do Museu de Arte do Rio, o MAR, a cena na Praça Mauá é quase cômica: no centro, existem umas árvores ainda bem raquíticas que não fornecem sombra pra ninguém; de resto, pegando quase metade da praça e chegando até o Museu do Amanhã, é tudo debaixo do sol. A comicidade está no fato de que, lá no tal museu do Calatrava ter um amontoado de gente pra escapar do sol do Rio de Janeiro.

Não é que não tenha outros pontos de sombra: nas laterais do Museu do Amanhã tem uma área bem gostosinha, na beira da Baía de Guanabara, onde eu sentei para ler um pouquinho enquanto esperava a Mari chegar. E ao redor da praça tem uns banquinhos com umas árvores, essas sim com uma copa de respeito para salvar as pessoas do calor. Mas, olhando de cima, ainda parece que a Praça Mauá é basicamente: concreto, concreto, concreto.

lateral-do-museu-do-amanha_rio-de-janeiro

Mas, apesar disso, dá para aproveitar bem o dia naquele lugar que antes ficava escondido pela Perimetral. Naquela tarde, além de sentar na muretinha pra ver peixe pulando e ler um pouquinho, ainda visitamos o MAR. Era uma terça-feira e o ingresso era de graça.

O Museu de Arte do Rio tem exposições temporárias e o mirante que dá vista para a praça toda. Quando fui, estavam em cartaz as mostras Leopoldina, princesa da Independência, das artes e das ciências e A cor do Brasil, que reúne mais de 300 peças vindas de outros museus. Ali também acontecem cursos, consertos musicais e vários outros eventos culturais!

Atravessando o deserto de concreto está o Museu do Amanhã, que foi super hypado quando abriu e continua ficando mais cheio que o MAR. A arquitetura do Calatrava foi polêmica, mas, quando olhei de perto, até achei que aquela barata branca não destoava tanto assim da paisagem – o Bruno discorda, desculpa, migo.

museu-do-amanha_praca-maua_rio-de-janeiro

Muitas pessoas fazem os dois museus em um dia, mas eu nem consegui chegar no do Amanhã por conta do horário, haha. De qualquer jeito, a Mari foi e falou que se você for do tipo de que lê tudinho (presente!), talvez não dê muito certo, não. Aqui a pegada é diferente: se no MAR o acervo é clássico, no Museu do Amanhã é tudo mais tecnológico, com projeções e coisas do tipo. Dizem que a curadoria é bem boa e o único problema é que sempre está cheio de excursão de escola que lotam as salas (enquanto eu estava na Praça Mauá, vi várias passando em direção à barata branca).

Eu cheguei facinho na praça: desci do ônibus na Presidente Vargas, perto da Candelária, e segui reto na avenida Rio Branco. Também dá para descer do metrô na Uruguaiana, na mesma Presidente Vargas, ou ir de VLT (embora, nesse último, eu ache que seja mais pela graça de pegar o bondinho moderno do que pela praticidade do transporte).

Serviço:

  • Museu de Arte do Rio: terça a domingo, das 10h às 17h. Ingresso até 10 reais; de terça é de graça!
  • Museu do Amanhã: terça a domingo, das 10h às 17h. Ingresso até 20 reais; a entrada é gratuita no último domingo do mês!

Também dá para adquirir o Bilhete Único dos Museus, com um combo entre os dois no valor de 32 reais.

PS: tudo tem dois lados, certo? E, embora seja bem massa ter esse espaço no centro do Rio, muitos criticaram o fato de que as obras da Praça Mauá deram as costas para o passado do lugar – ali era um dos principais portos na época da escravidão, o Cais do Valongo. Aqui tem um texto interessante sobre isso.

Escrito por

Carioca apaulistada, jornalista, 26 anos. Gosta de escrever, viajar e um monte de outras coisas que não caberia nessa descrição.

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