Viajando para o exterior sozinha: a imigração

Viajar sozinha é sempre uma grande aventura. E, em vários pontos, pode significar passar por alguns perrengues. Um deles: a imigração.

Na primeira vez que fui para o exterior, estávamos eu, minha mãe e minha irmã. Sendo marinheiras de primeira viagem, fizemos uma preparação super pomposa – da minha parte, levei todos os documentos possíveis e imagináveis que garantiam meu vínculo aqui no Brasil. Por quê? Porque quando você é xóvem, solteira e desimpedida, os caras podem achar que você foi para ficar. Daquela vez eu estava viajando com a família e tudo foi bem simples, mas já enfrentei outros pepinos por aí por conta disso. Quando na Irlanda, achei até que não iam me deixar entrar de tão cri-cris que eles foram!
Por causa de situações como essa, sempre embarco com uma pastinha com documentos que podem ser importantes na hora de entrar em um país. Passagem de volta está entre eles, para mostrar que eu pretendo voltar, sim, para o Brasil, haha. Reservas dos hotéis ou de apartamentos alugados também podem ser uma boa. Nas duas vezes que fui para Nova York, comi uma bola gigante: fiquei em casa de amigos ou de família (no caso do intercâmbio), e fui bem questionada por causa disso – o agente achou curiosíssimo eu ficar em casa de desconhecidos enquanto ia estudar! Nesse caso, vale pedir uma cartinha dos anfitriões explicando que te convidaram e falando quanto tempo você pretende passar lá. No caso do intercâmbio, o que facilitou muito a minha vida foi o fato de eu ter visto de estudante. E digo isso porque, em alguns casos (de acordo com o tempo que você vai ficar e o tempo que você vai passar em sala de aula), ele não é obrigatório. Mas ainda assim pode ser uma boa tirá-lo para mostrá-lo quando você entrar no país!

Outra coisa que pode ser interessante: algum documento que comprove que você estuda e/ou trabalha. Certa vez me pediram meu registro de jornalista e criou uma saia justa porque eu não tinha.

Fora tudo isso, não esqueça de ver o seguro-viagem. Às vezes o país não pede, mas é sempre bom fazer para evitar contas absurdas (eu nunca usei, mas já fiquei perto de fazê-lo umas duas vezes, haha)

Falando assim, parece que é um monstro de sete cabeças, mas também não é bem assim. Às vezes o cara mal vai olhar pra sua cara só carimbar o passaporte e bienvenido, mas é sempre bom ter esses documentos à mão caso alguém pergunte. De resto: não precisa ficar nervosa, é só mostrar que você tá mesmo indo de férias (ou a trabalho, ou a estudo) que tudo vai ficar ok. Aí é só desfrutar de tudo que a cidade tem para te oferecer!

Escrito por

Carioca apaulistada, jornalista, 26 anos. Gosta de escrever, viajar e um monte de outras coisas que não caberia nessa descrição.

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