Guia Um Bom Par de Sapatos de Hospedagem

Eu tô sempre por aqui falando sobre albergue e, às vezes (bem às vezes), falo de hotel e casa alugada – tipo Airbnb. E eu fico imaginando se dá um um nó na cabeça de vocês (como dá na minha) sobre que tipo de hospedagem pegar na próxima viagem.

Cada um tem vantagens, desvantagens e, na minha opinião, servem a um objetivo específico. Hoje em dia tô bem na vibe do albergue, mas não dispenso nenhum dos outros dois serviços, haha. Por isso quis fazer essa espécie de manual explicando prós e contras de cada um deles – embora não sejam os únicos tipos de hospedagem, são os que eu tenho experiência. Para você guardar no coração e visitar sempre que for planejar uma viagem ❤

Albergue

Já faz algum tempo que escrevi o post com oito coisas importantes de se saber antes de reservar um hostel e tem muita dica bacana lá. Mas first things first: albergue e hostel são a mesma coisa, tá, migos? Só que hostel parece mais GOURMET, enquanto albergue tem aquela cara de acomodação bem fuleira – e claro que existe albergue bem fuleira, assim como existe hotel bem fuleira e casa alugada bem fuleira.

De todas as opções, o hostel é a opção mais barata. Normalmente você fica em dormitórios compartilhados, mas alguns oferecem a opção de quartos fechados. E aquela história de que é ACOMODAÇÃO PRA JOVEM é lenda, tá? Já fiquei hospedada com gente bem mais velha que eu e com muito mais pique, haha.

Mas, sim, você precisa ter paciência: o companheiro de quarto pode roncar, o outro pode acordar às cinco da manhã pra passear, tem aquela que vai voltar bêbada da balada, os chuveiros podem estar todos ocupados bem na hora em que você ia tomar banho… enfim, uma série de imprevistos podem acontecer porque você está convivendo com outros seres humanos, né?

A parte boa é que essa convivência pode gerar bons frutos: em todos os albergues que fiquei, sempre tive companhia para algum passeio, jantar, cerveja no fim do dia, etc. Por isso, sempre bato na tecla: albergue é uma boa pedida para quem vai viajar sozinho.

Apesar de eu já ter ficado em hostel que tinha gente fazendo a cama dos dormitórios (!!!), isso não é o mais comum. Normalmente, isso fica por sua conta, mesmo. Em alguns você precisa levar a sua própria roupa de cama e toalha – mas tem os que oferecem esse último item para alugar. É sempre minha opção, haha.

Alguns oferecem café-da-manhã. Eu normalmente escolho esses porque café-da-manhã é algo deveras importante para mim, haha. Ah, sim: você pode comprar coisas no mercado e usar a cozinha do albergue pra fazer sua própria comida, o que deixa tudo mais barato.

O pagamento normalmente é feito no momento do check-in e já fiquei em hostel que cobrava taxa para quem pagasse no cartão. Ou seja: pode ser uma boa levar o dinheiro em moeda para evitar contratempos.

Airbnb

O serviço começou como aluguel de quartos em casa de locais para você ter uma experiência mais INSIDER, mas hoje se transformou em um bom jeito de pegar casas e apartamentos inteiros para passar uns dias. Os preços costumam ser bacanas e a grande sacada é que você tem aquela sensação de estar em casa mesmo, sabe? Eu usei o Airbnb pela primeira vez ano passado com a família e curti muito. O relato está aqui.

Não acho que seja muita vantagem pro viajante solo, mas é gostoso quando você está com mais gente. Eu, particularmente, curto muito essa coisa de ir em mercados e vendinhas locais, então a ideia de poder comprar as coisas e fazer comidinhas. Sim, em albergue você também pode fazer isso, mas é outra vibe, né? Aqui você está em uma casa só sua (mesmo que por alguns dias), não precisa dividir cozinha e geladeira com ninguém e não corre o risco de alguém mexer nas suas coisas – pelo menos não gente desconhecida, hehe. E tem aquele outro ponto: com isso, dá pra economizar com as refeições feitas em restaurante.

Já vi apartamentos que cobram uma taxa a mais para pessoa extra – normalmente a terceira ou quarta -, mas, quando usei, falei com a proprietária que minha irmã poderia dormir algumas noites lá e ela foi super ok. Essa é uma grande vantagem: você fica em contato com o proprietário. Dá pra tirar dúvidas antes da reserva ou enquanto você está hospedado – a gente teve problemas com a máquina de lavar e a moça foi super simpática.

Mas eu prefiro esse esquema quando é pra ficar mais dias, porque você corre o risco de querer passar mais tempo na sua “casinha”. Eu não sei explicar, mas é uma sensação diferente essa de ter uma casa para ficar. É quase como se você fosse local, então acaba rolando aquela molezinha de sair de casa – principalmente se ela for tão lindinha quanto a que a gente ficou em Bolonha!

DSC_0371
Saudades da minha casinha italiana!

O pagamento é feito adiantado e alguns tem políticas de cancelamento mais rigorosas, então fique ligadinho. E só dá para ser feito pelo próprio Airbnb.

Hotel

É o tipo de hospedagem mais ~tradicional~, né? Nos hotéis, tudo vem prontinho: a cama está sempre feita e com lençóis trocados, café-da-manhã tá prontinho na mesa – contanto que você chegue cedo. Sério, quem inventou essa história de café-da-manhã em hotel terminar tão cedo INCLUSIVE DE DOMINGO? – e as toalhas são trocadas diariamente, mesmo que você siga a recomendação das plaquinhas no banheiro e deixe-as penduradas em algum lugar. Sentiu fome? É só ligar para o room service, que normalmente funciona 24h ou até mais tarde. Muitos também tem lavanderia (paga à parte), piscina, fitness center, spa e várias outras coisas que eu não sei dizer porque nunca fiquei em um hotel de luxo =(

Mas toda essa mordomia tem um preço, e muitas vezes ele pode ser beeeem caro – provavelmente mais que o Airbnb e definitivamente mais que o albergue. Vale a pena? Depende. Já falei que costumo ir pra albergue quando viajo sozinha e vou considerar bastante a ideia de uma casa quando for passar mais dias fora. Mas digamos que seja um final de semana com a família: você vai mesmo perder tempo indo pro mercado pra comprar mantimentos, fazendo comida, etc, etc? É muito mais fácil e rápido descer pro saguão e ver as comidas prontinhas – e vocês já viram os cafés-da-manhã de alguns hotéis? Sério, como dispensar aquele tanto de coisa gostosa?

O pagamento do quarto normalmente é feito no check-out junto com todas as outras coisas que você consumiu – o room service, o frigobar, etc, etc. As amenities no banheiro são de graça, e em hotéis mais bacanas elas costumam ser de marcas também bacanas. E mesmo os hotéis mais simplão costumam oferecer produtinhos como shampoo, condicionador e sabonete em cima da pia.

**

Considerações finais: não importa que tipo de hospedagem você tenha escolhido, sempre fique atento à localização – se é perto dos pontos que você quer ver, de transporte público, se é legal para voltar tarde da noite. Especialmente se você estiver sozinha, porque sabemos que esse mundão não é fácil para mulheres viajando solas. E qualquer dúvida, dá um grito aí que eu tento te ajudar!

Escrito por

Carioca apaulistada, jornalista, 26 anos. Gosta de escrever, viajar e um monte de outras coisas que não caberia nessa descrição.

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