Isola d’Elba: a ilha de Napoleão

Eu sou meio suspeita para falar de Elba porque já estava apaixonada pela ilha italiana antes mesmo de ver o mar quase transparente. Isso porque ela teve um pequeno-grande papel na História – foi de Elba que Napoleão fugiu em direção à França, em 1815, após passar menos de um ano preso na ilha. É claro que isso é muito explorado e referências ao imperador francês podem ser encontradas em vários lugares de Elba. No ano passado, até cerveja fizeram para celebrar os 200 anos da chegada de Napoleão à ilha – é a Birra Napoleon, que ainda pode ser encontrada por lá (trouxemos uma garrafa? Sim, trouxemos).

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A bandeira imperial ainda é hasteada em vários lugares da ilha, além de ser vendida como um souvenir

As duas casas em que o Imperador viveu em sua breve passagem por Elba estão abertas para visitação. A Vila Napoleônica fica em Portoferraio – que também é o ponto de chegada principal para quem vem de balsa de Piombino, na
Toscana. Não conseguimos entrar nessa pois estava fechada no dia (carinha triste), mas a vista já valeu a pena a subida dos 140 degraus da Scalinata Medici.

vista napoleao

A segunda casa – a casa de verão de Napoleão – fica localizada mais para ao centro da ilha, em San Martino, e é dividida em duas partes: a primeira é mais social e com grandes pilastras e construções luxuosas; já a segunda, localizada em um lugar mais elevado do terreno, é mais simples e decorada com pinturas, digamos, bem curiosas. E a vista de seu terraço também não é nada mal.

É claro que não é só das lembranças do Imperador que Elba vive. A ilha tem praias belíssimas com uma água mezzo verde, mezzo azul, mezzo transparente – e linda por inteiro. Além disso, dá para visitar as várias cidades charmosíssimas. Minha dica: comece por Portoferraio, onde você pode passear pela Cidade Velha. Depois, siga para Marciana Marina, um balneário onde você vai encontrar muitas lojas, restaurantes e, é claro, barcos. O bacana é tentar fazer o roteiro pela borda da ilha, assim você estará sempre vendo o mar e pode parar de vez em quando para admirar a paisagem  – preste atenção quando você estiver por Fetovaia: dali é possível ver a ilha de Córsega!

restaurante
Em Marciana, comemos no Ristorante da Teresina. O cardápio de peixes variava de acordo com a pesca do dia – ou seja: era tudo fresquíssimo   
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Spiaggia del Lido di Capoliveri
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Capoliveri tem uma vista maravilhosa e ruas lindinhas para dar umas voltas
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Spiaggia le Ghaie, em Portoferraio
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Um carrossel bastante curioso em Marina di Campo
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Em Marina di Campo
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Henrique VIII tomando uma birra

Para se locomover por Elba, o jeito mais fácil é de carro. Foi o que fizemos: alugamos um em Florença e nos locomovemos desse jeito na ilha. Mas dá para usar outros meios de transporte! Quando eu estava procurando hotel, vi que muito ofereciam bicicletas para os hóspedes, então pode ser uma boa. Além disso, também é possível cobrir a ilha de transporte público – aqui você encontra mais informações.

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Em outubro de 1889, um alagamento cobriu Marciana em quase um metro e meio

PS: tivermos a sorte de estarmos acompanhados de amigos italianos que vão sempre pra Elba, então nosso tour foi muito insider! haha. Inclusive ficamos no chalé deles, em Spiaggia Bagnaia.

Escrito por

Carioca apaulistada, jornalista, 26 anos. Gosta de escrever, viajar e um monte de outras coisas que não caberia nessa descrição.

4 comentários em “Isola d’Elba: a ilha de Napoleão

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