Um bom par de sapatos

Na primeira vez que fui para Nova Iorque, fiquei na casa de um casal de amigos que morava em New Brunswick. Elis, a esposa, conseguiu me acompanhar nos dois primeiros dias, até decretar que: eu andava demais.

Eu já gostava muito de bater pernas, e Manhattan é um lugar super convidativo para esse fim – do tipo que você passa o dia inteiro andando e nem percebe. Normalmente eu tinha alguns objetivos, tipo ver o prédio de Friends ou procurar a loja de cookies que falaram que era INCRÍVEL, mas no meio do dia eu ia descobrindo novos lugares e ruas e levava horas em um caminho que levaria 10 minutos. Eu não tinha grande objetivos de conhecer todos os pontos turísticos. Na verdade, já fui para Nova Iorque pensando que meus pés seriam os meus melhores amigos, e acabei levando essa filosofia para outras viagens que fiz.

Teve também aquele dia que eu dei a volta no Holyrood Park, em Edimburgo. O sapato aguentou. O fôlego? Mais ou menos.
Teve também aquele dia que eu dei a volta no Holyrood Park, em Edimburgo. O sapato aguentou. Já o fôlego, mais ou menos.

Mas aí não adiantava ter pressa. A graça estava sempre em andar com calma, parar para apreciar pequenos momentos únicos – como aquela vez em que fui parar na margem do Tâmisa e encontrei um senhor fazendo o rascunho de uma pintura. Por vezes perdia a hora para alguma coisa, tipo visitar o aquário de Londres, mas o resultado sempre era mais positivo.

Eu sou partidária da ideia de que a melhor forma de viajar é gastando bastante a sola do sapato. Também pego metrô, ônibus, raríssimas vezes chamei um táxi (como aquela vez em que tentei levar minha mala de rodinhas pro metrô de Nova Iorque). Mas meus pés são meu principal meio de transporte para curtir uma cidade (não tão) nova.

Daí o nome do blog, inspirado em um livro do Tchékhov que li ainda na época da faculdade de jornalismo – Um Bom Par de Sapatos e Um Caderno de Anotações. Porque, no final, um bom par de sapatos é um dos principais itens da mala de um viajante.

Que mala você leva quando vai viajar? Eu decidi que tá na hora de dar um basta nas de rodinha: Dica: não leve mala de rodinhas praquela viagem de 20 dias

Escrito por

Carioca apaulistada, jornalista, 26 anos. Gosta de escrever, viajar e um monte de outras coisas que não caberia nessa descrição.

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