Guia Um Bom Par de Sapatos de Intercâmbio

Em 2013, passei um mês fazendo um curso de inglês em Nova Iorque. Foi uma experiência totalmente diferente das que eu tinha antes – de certa forma, você não é mais um visitante na cidade e passa a fazer parte dela, com uma rotina definida, etc, etc. Além disso, voltei de lá com uma relação diferente com a língua inglesa: mais do que melhorar a minha fluência, as aulas e o próprio dia a dia na cidade fizeram com que eu me sentisse mais segura com o idioma.

Planejar esse tipo de viagem é um pouco diferente de ir a uma cidade apenas a passeio. Por isso, resolvi dividir minha experiência em uma espécie de guia para ajudar quem também está pensando em fazer um cursos desses no exterior.

  • Quem procurar?

Assim que decidi fazer essa viagem, procurei algumas operadoras de intercâmbio para fazer cotação. Também fui falar diretamente com a escola e decidi fechar com eles, já que o valor era MUITO mais em conta nesse caso. Por outro lado, como não tive a intermediação de uma operadora, eu que tive que resolver todos os perrengues com os caras, mandar e-mail atrás de e-mail cobrando informações e corrigindo dados do cadastro – meu nome saiu errado na fatura umas três vezes!

Resumo da ópera: se você não tem tempo ou não está a fim de lidar com essas coisas, procure uma operadora de intercâmbio; se a sua prioridade é economizar, vale a pena entrar em contato diretamente com a escola e aguentar os perrengues. Nos dois casos, procure sempre opiniões sobre o serviço que você quer contratar para não cair em uma furada.

  • Para onde ir?

Confesso que, da minha parte, essa não foi uma decisão difícil. Basicamente, fiquei entre Nova Iorque e São Francisco. Acabei optando pela primeira porque tinha estado lá dois anos antes e queria muito conhecer mais um pouco da cidade. Mas tem uma série de coisas que você precisa pensar antes de bater o martelo. Você quer algum lugar que tenha praia? Quer uma cidade mais agitada? Ou algum lugar que tenha opções de ecoturismo também? Avalie o que você gosta de fazer e procure cidades que tenham esse perfil. E lembre-se que você não estará lá só para passear!

  • Quando ir?

É uma pergunta tão mais importante quanto a anterior e vai muito de quem você e quais são os seus interesses na cidade além do estudo. Você escolheu um lugar de praia? Então tente ir no calor para aproveitar. Quer esquiar em um fim de semana? Vá quando tem neve na cidade (obviamente). Eu decidi ir em setembro para não pegar um calorão, mas aproveitar a cidade com um clima gostoso, passear pelos parques, e tomar um sorvetinho sem morrer congelada.

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  • Que curso fazer? 

As opções são quase infinitas, então você precisa pensar bastante nessa escolha e se fazer algumas perguntas, tais como: você quer fazer só um curso de idiomas ou seria legal ter outra atividade junto? Quer ter tempo para conhecer a cidade ou sua prioridade é fazer uma imersão? As escolas têm diversos programas, e em alguns deles você pode combinar com aulas específicas – culinária, fotografia, dança, etc.

No meu caso: fiz o curso geral de inglês na Kaplan, que consistia em aulas durante a manhã toda + aulas específicas no comecinho da tarde (que variam de acordo com o nível do inglês. Fiz uma de idioms e phrasal verbs que foi excelente!). Assim eu tinha tempo, também, de passear pela cidade antes de voltar para casa.

Uma dica: fique atento à programação da escola! Normalmente elas oferecem atividades bem bacanas ao longo do dia. Quando estava em Nova Iorque, participei de uma cupcake walk pelos arredores da escola e assisti a O Fantasma da Ópera com um descontão.

Outra dica: pode ser que a escola tenha mais de uma unidade na cidade, então avalie bem. A Kaplan tinha três em Nova Iorque. Eu escolhi a do Soho por ser uma das vizinhanças que eu mais gosto em Manhattan; minha roommate fazia no Empire State e adorava a vista (eu tinha horror só de pensar em subir 60 andares para ter aula de inglês).

  • Quanto tempo ficar?

Vai de acordo com a sua disponibilidade e/ou grana. Lembre-se que você vai querer aproveitar a cidade, e muitas vezes isso requer algum dinheiro extra.

  • Onde ficar?

Em primeiro lugar, lembre-se sempre que aula e hospedagem não são venda casada. Se você quiser ficar na casa daquele seu amigo de infância que foi morar na Austrália, tá tudo bem. Mas caso você ache uma boa resolver tudo de uma vez, saiba que tem várias opções: no caso da Kaplan em Nova York, foram quatro: no caso da Kaplan em Nova York, dá pra ficar em casa de família dentro ou fora de Manhattan ou residência estudantil. Você também pode escolher entre quarto duplo ou individual. Eu fiquei em casa de família fora de Manhattan, duas refeições (café da manhã e jantar), quarto duplo. Essa costuma ser uma das opções mais baratinhas, só perdendo para tudo isso só que com uma refeição.

O lado negativo é que eu tinha que tomar cuidado com o horário pra voltar pra casa de fim de semana por causa do ônibus. A parte positiva é que eu tinha jantar todos os dias, o que compensava o tanto de junk food que eu comia!

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Por fim, reforço o que falei lá em cima: pesquise bem, veja referências, entenda o que você espera dessa experiência toda e aí se joga, amiga, porque essa viagem vai ser inesquecível! =D

 

Escrito por

Carioca apaulistada, jornalista, 26 anos. Gosta de escrever, viajar e um monte de outras coisas que não caberia nessa descrição.

Um comentário em “Guia Um Bom Par de Sapatos de Intercâmbio

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